ZICKY NOS GAMES

Embora estes sejam extremamente recentes, comparados com o resto da carreira de Zicky Zira, os videogames também retrataram o rato mais ou menos do mundo em pelo menos uma batelada de games.

Tudo começou com o terlejogo da Fiuco "Ping & Pong", baseado na dupla de maritacas criadas por Valter Trisney (que aparecem em uns 3 curta-metragens no final do século XVII azucrinando o Zicky), no ano de 1962 - vale lembrar que foi o primeiro do gênero em todo o mundo, lançado só no Japão. Mas não deu certo: todos queriam era ver Zicky na tela, mesmo com ele não sendo possível de ser reproduzido em 6x7 pontos.

O Burrivision, lançado 17 anos depois, ainda não havia resolvido esse problema, e tinha menos resolução do que uma máquina de escrever, ou um daqueles tapetes persas que você consegue comprar à vista.

Valter Trisney III já estava pensando em lançar um game com Zicky Zira para geradores de caracteres de televisão, até que alguém apareceu e resolveu o problema: Bill Games, criador do videogame BSX, com 256 por 192 pontos. Em gratidão, Valter Trisney III lhe ofereceu 75% das corporações Trisney, mas ele gentilmente recusou e preferiu continuar com sua própria empresa, a Bicrosoft.

No BSX, Zicky teve lançados os games Zicky Lore e Zickman, excelentes games com gráficos muito avançados para seu tempo, desenvolvidos pela Conami. Foram os únicos jogos antes de 1989 que a arte da caixa não era tão boa quanto os gráficos do game.


O FRACASSO...
Em 1983, no entanto, aconteceu o que pode ser considerado o maior insucesso da carreira de Zicky Zira: Z.Z., o Cabra da Peste. O game tinha um erro fatal nele, que o tornava extremamente fácil e sem final. Como o game tinha 95 fases, ninguém do controle de qualidade se dava ao trabalho de jogá-lo, então os cartuchos eram aprovados e saíam direto para os pontos de venda. Os jogadores descobriam isso em casa. E ficaram revoltados. A insatisfação com o game foi notícia nos principais jornais do mundo. E ficar insatisfeito com os games em uma época em que os pais compravam videogames para "não utilizá-los" porquê eles "estragavam a televisão" [baseado em fatos reais] poderia ser algo com consequências desastrosas. Como aconteceu com a empresa que desenvolveu esse game, a Falidtronics, que demitiu todos os funcionários, e os patrões colocaram fogo na sede da empresa só de desgosto. Até hoje, os cartuchos de Z.Z. são avaliados em cerca de 1 dólar e 25 centavos pelos colecionadores - mas ao contrário do LP Zicky Zira É, eles não tem utilidade alguma...

Foi nesse clima de pressão que uma reunião feita em 14 de fevereiro de 1983, em Tóquio, reuniu Zicky Zira (que detestava se envolver nessas reuniôes), Valter Trisney III, e mais de 500 animadores japoneses e americanos, que viajaram horas antes em um avião fretado. Desse mega brainstorming que durou 19 horas e deixou o maior auditório de Tóquio com cheiro de catinga, nasceu uma estratégia para driblar o problema com o Z.Z.:

Apenas 2 dias depois, todos os processos estavam em andamento, e Valter Trisney recebeu por telefone os cumprimentos dos presidentes da Somy, da Witsubichi, da Panamario e de várias outras empresas japonesas. O presidente da Tobisha declarou que "Trisney nos ofereceu uma lição de estratégia comercial e criou um novo paradigma, seja lá o que isso signifique". E o presidente da Caca-Cala afirmou, em cadeia nacional de televisão: "A história se repete. Mais uma vez, a corporação Trisney nos dá verdadeiras lições de marketing. Parabéns, Valter Trisney III !"
Com tudo isso, o faturamento de Valter Trisney Indústria e Comércio Ltda. chegou, no final do ano, a 450 milhões de dólares, cobrindo os prejuízos com o Z.Z. em mais de 200%.
Já no terceiro episódio, Zicky Zira & os Figurantes Atômicos alcançou a liderança absoluta no IPobre, mesmo durante os comerciais. A série monopolizou a atenção da época. É como se fosse uma novela de televisão onde todos os capítulos são o último, mesmo sem personagens terem sido mortos misteriosamente. A ponto de, em 1988, o novo álbum de Jichael Meckson, "Med", ser lançado com um comercial no intervalo de ZZ&oFA, nesse álbum ele finalmente cumpria a promessa de se parecer um pouco mais com Zicky.

Foi quando esse seriado começou a terminar que se vislumbraram novas possibilidades no mundo dos games. Nessa altura já haviam sistemas bem melhores, como MES, Brega Drive e PCfarias Engine. E novos jogos foram realizados, como Zicky Burner, Altered Zicky, Zicking Force, Zicky vs. the Ratënian Rats, entre outros.

Mas durante esse período, a galera se divertiu a valer com o arcade The Zicky of Fighters '83, repleto de personagens, alguns inclusive que chegaram a ser aproveitados no seriado, como Hansor, o Quase-Samurai. Os gráficos eram garantidos pela placa OMFG-9999, desenvolvida pela Capsem, que gerava gráficos com 2048 cores, praticamente uma televisão.
O sucesso foi tamanho que, ao contrário de games que estavam bem ao lado desse, nos flipers da vida, não pegava mal para crianças, senhoras, estudantes e homens de bem jogar TZoF. A imagem desse jogo era tão limpa que foi constatada sua presença até em igrejas! Do lado do órgão! E de tubos!...
E os gritos dos personagens se tornaram especialmente populares, como "Ataque das Corujas!", "A Nuvem", "Cuscuz!", "Buga vai" e "Buga vem". Essas palavras sem sentido foram criadas por Zicky, que queria que os personagens dissessem alguma coisa enquanto soltassem seus golpes, assim como os heróis japoneses, mas tinha que ser uma coisa engraçada.
Devido ao seu hardware avançadíssimo, TZoF só foi vertido para consoles domésticos no final dos anos 90, com o lançamento do Leoncast, da CEGA.(Hoje em dia, todos os consoles rodam TZoF.)

E tudo mudaria repentinamente com o lançamento de Super Zicky Uôrlde, em 1991, para o Super MES, onde pela primeira vez em sua vida, Zicky, que era um rato realizado, tinha um objetivo: catar um monte de dígitos (estranhamente só tinham zeros) e ao mesmo tempo, cogumelos escondidos em caixas de papelão grudadas na parede, tudo rápido pra caramba.. Nada a ver, ainda mais protagonizado por um rato de quatro orelhas, mas quem disse que o público ligava para isso?...

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Desculpem o transtorno, estamos migrando para Tableless Design.
Esta é uma página de humor satírico. Somente downloads e links são verdadeiros. O restante é ficção, e científica (além de absurda pra k7), passada nos dias atuais, além de flertar com o gênero steampunk. Textos, arte, computação gráfica e podrução musical por Igor C. Barros. E aliás, Zicky Zira é um dos DOIS personagens criados por mim que não tem topete, portanto, aproveite! Gravadoras que quiserem aproveitar a idéia do "Back to 1987", mãos à la huebra.

(CC) 2009 BY-NC-SA por Igor C. Barros (É isso aqui que vale, esquece o que tá escrito nas imagens)