![]() Válter Trisney teve sua vida retratada mais de uma vez em especiais de televisão. |
![]() A roupa, no século XVIII, ainda não era ridícula. |
A VIDA DE VÁLTER TRISNEY
O gênio por trás do gênio
Corria o ano de 1757. Nascido Válter Mohhammadd Trisney, em Caconde, uma cidade pequena perto de Londres, com apenas 25 milhões de habitantes, ele teve uma infância tranquila. Ajudava o pai a ordenhar as vacas, bater a manteiga, cortar lenha e carpir a roça. Até um dia em que ele acordou tarde e carpiu as vacas, cortou a manteiga, bateu a lenha e ordenhou a roça, o que causou um grande prejuízo aos negócios da família. E seu pai decidiu que ele iria viver na cidade.
Aliás, ao contrário das crianças de hoje, ele apanhou pra caramba do pai, de cinta. Por isso era amigo, companheiro, gentil, atencioso e prestativo, além de gostar muito de animais. Quando criança, quase adotou uma raposa pensando que era um cachorro. Achava a raposa muito mais legal. Que nem um pessoal que tem por aí, hoje em dia.
Valter Trisney foi, à cavalo mesmo, até Londres. Chegando lá, se hospedou em uma pensão, onde tábuas eram seu colchão, e sua mala era o seu travesseiro. Cercado de estranhos, seus únicos amigos pareciam ser os ratos, interessadíssimos no Lanche do Fopão¹ que ele trouxera de Caconde. Não teve jeito: ele repartiu o lanche com os ratos.
E QUE RATOS...
Com sono, quando foi dormir, ele notou que um deles não saía de perto dele. E logo descobriu o porquê: aquele rato havia nascido completamente diferente dos outros. Meio preto, meio branco, não tinha cauda, mas o detalhe que chamava a atenção eram suas quatro orelhas. Duas em cima, pretas, e duas brancas, dos lados. Válter não se espantou: seu irmão havia nascido com três mãos. Virsom Trisney era o favorito do pai, por conseguir segurar duas enxadas de uma vez só. Além do mais, Valter havia sido lavador de defunto aos 2 anos, e portanto não se assustaria com mais nada em sua vida. Decidiu pegar aquele rato pra criar. Ninguém deu bola, sequer de tênis, para o fato. Afinal, Valter Trisney vivia solitário, largado pelo canto, enquanto os outros pensionários se divertiam bebendo e jogando cartas.
Com amor e carinho, aquele rato de quatro orelhas foi crescendo e sendo educado por Válter Trisney. Foi com emoção que Válter ouviu suas primeiras palavras: "Caramelo! Chocolate! Biscoito! " Após tomar uns catiripapos, disse: "Papai!". Válter estava orgulhoso: ele, quase miserável, conseguiu tirar um rato da miséria!
O que Trisney não sabia é que não estava ensinando um rato a falar, mas simplesmente a falar em inglês, já que o rato só falava em dalmático, e não demorou a aprender as palavras para dizer a frase "Meu nome é Zicky Zira", nome que Valter Trisney achou maneiro, embora ele tivesse demorado um pouco para se acostumar ao conceito de um rato ter nome e dizer isso de forma inteligível. Mas, lembrando-se das três mãos de seu irmão, Zicky adaptou-se facilmente à nova situação.
E com menos de 4 meses, o rato se tornou um rato forte, saudável e legal pra caramba, de 1,40m. Já usava as roupas da seção infantil da Mésbra. E já daí Zicky conheceria seu carisma: ele começou a se tornar o centro das atenções da pensão, contando imitações e fazendo piadas. Desde aquela época, todos se encantavam com a bela voz de Zicky, mesmo que ele não soubesse cantar ainda.
Meses antes, Válter conseguiu o emprego que o sustentaria daí em diante: ser motorista de charrete na cidade de Londres. Em poucos meses conheceria toda a cidade. Válter conseguia extrair o melhor de seus cavalos, ainda que fossem pangarés, corcéis ou variants selvagens. Dava a impressão de que todos os cavalos da cidade gostavam dele. E curiosamente, gostavam também de Zicky, à essa altura, conhecido em todo o bairro, que já sabia que ele não era um boneco de ventriloquo ou algo assim.
Certo dia, o pneu da charrete furou. Válter pediu para Zicky ir na DePascoal mais próxima comprar outro pneu - na época, as charretes ainda não tinham estepe. Zicky perguntou qual tipo de pneu? Então Valter desenhou, paciente, que era um radial Pirestone, aro 29. Desenhou a roda da charrete, com todos os seus raios e especificações técnicas, em pouco mais de 3 segundos.
Zicky foi atendido pela DePascoal, e o funcionário perguntou, boquiaberto: "Caramba, quem fez esse desenho aqui? Miquelângelo, Leonardo da Vinse ou Mestre Esplínter?" O desenho o espantou tanto que ele nem notou que a pessoa que estava fazendo o pedido não era um Homo Sapiens. Zicky Zira voltou com o pneu certinho, e uma certeza: seu "pai" adotivo desenhava pra caramba. O que fez certas idéias começarem a brotar entre aquelas quatro orelhas.
"PAI, DESENHE A MIM!"
O tempo foi passando, e o salário como motorista de charrete já não permitia pagar as contas. Foi então que Zicky teve a idéia de apresentar seu pai adotivo a Sir Harry Plotter, chefe do Ministério de Louvor e Adoraç Artes Plásticas, e dono de uma das maiores salas da Câmara dos Comuns. Valter Trisney, confuso, não sabia o que dizer diante daquela pessoa de olhar tão sério e compenetrado. Zicky, então, se saiu com esta: "Vamos, pai, desenhe a mim!"
Enquanto Valter dizia: "Mas filho, como é que eu vou...", ele fez um retrato de Zicky Zira com perfeita proporção de luz e sombra, em grande-angular, além de ter sensação de movimento. Usando para isso um palito, com o qual palitava os dentes, de nervoso, em um papel de pão. Sir Harry exclamou um palavrão que fez tremer o andar inteiro. "É esse! É esse! Está contratado, meu jovem! UHÚÚÚÚ!!" - bradou, cumprimentando Trisney efusivamente.
![]() O já consagrado Valter Trisney, aos 8: Sir foi apenas o primeiro título que ele recebeu. Outros viriam logo em seguida, e seriam protestados. Segundo consta, o famoso personagem "Tilpatinhas", produzido por um ex-funcionário, era inspirado nele. |
Válter Trisney e Zicky Zira se tornaram notícia em jornais de todo o planeta, inclusive da América. "Estará descoberto o maior desenhista do mundo?", perguntava a manchete da Pholha da Manhã, de 23 de oitembro de 1797. Nunca mais a vida de Trisney seria a mesma. Passou a ser, durante os próximos 65 anos, o desenhista mais rico e melhor pago do mundo. Até hoje seu nome estampa essa categoria do livro Griness, para desespero de Estan Lee, Mauríssel Ricardo de Sousa (futuro produtor musical do LP Zicky Zira É) e Alecs Ross.
Dizem, não é confirmado, que na madrugada seguinte á sua contratação pelo Ministério das Artes Plásticas da Inglaterra, Trisney teria subido as escadarias da Abadia de EastWinchester, de joelhos e recitando um poema de improviso, que mais tarde seria musicado e gravado com o nome "Shout to the Lord" - mesmo porquê ele gritava a plenos pulmões e a vizinhança inteira ouviu.
Em 1810, o então rei da Inglaterra, que era do PSDB, resolve privatizar o ministério de artes plásticas. Nascia aí, pela primeira vez, a empresa Valter Trisney Produções ME. Por isso a canção diz que "desde 1810, o planeta está à seus pés". Sir Harry Plotter, de patrão, passa, com muito gosto, à funcionário de Valter Trisney.
Qualquer porcaria assinada por Valter Trisney vendia rios de dinheiro. Os reis da Suécia, Finlândia, Escandinávia, França, Itália e Espanha, assinaram em 1813 uma petição, pedindo a Trisney que parasse de desenhar por algum tempo, devido a escassez de papel e tinta - e os desenhos de Zicky Zira consumiam muita - que já estava começando a acometer todo o Velho Continente. Foi a deixa para Trisney e seu rato prodígio tentarem a sorte no Novo Mundo.
A VINDA PARA OS EUA
Em dezembro de 1813, Valter Trisney e Zicky Zira chegam ao porto de Boston, onde se estabeleceria pelos anos seguintes, não sem a mesma fama e o mesmo sucesso. E olha que era difícil da galera da Inglaterra e EUA se comunicar naqueles tempos: os E-Mails eram transportados de navio.
A partir daí, os próximos 15 presidentes dos EUA ostentariam prendedores de gravata do Zicky Zira em eventos públicos - uma tradição somente retomada já no século XX, por George Bushe, Sr.. Em homenagem à chegada de Valter Trisney aos EUA, é lançada uma série de notas de dólar com a efígie de Zicky Zira. Foram feitas tantas notas, que, curiosamente, elas praticamente não têm valor para os colecionadores, de tantas que existem (estima-se algo em tono de 9 bilhões de cédulas).
Nos EUA, a tradição se repete: qualquer coisa feita por Valter Trisney torna-se célebre. Até mesmo um papel higiênico usado por ele chega a valer mais de 100 mil dólares. Os jornais chegam a colocá-lo na capa, para venderem mais, mesmo sem manchete alguma.
Cansado de receber prêmios e medalhas, Zicky Zira inventa uma premiação onde ele premiaria celebridades por conta própria. O prêmio é batizado com o nome de seu tio, Oscar Zira. E assim é até os dias de hoje.
Até o final da vida, Valter Trisney faria 3984 edições de revistas em coadrinhos, que, postas lado a lado, dariam a volta da Terra até Plutão, com escala em 2003-UB313. Apesar de tudo isso, só compôs 3 músicas! Uma delas a polca Um lar só é completo quando temos um rato por perto, vulga "A Home", acabou se tornando o tema de Zicky. Por ter tido a inspiração quando estava em Moscou, Trisney fez a música como uma canção russa, daquelas que os cossacos ficam dançando sentados, alguma coisa assim. A música, embora meio estranha para os padrões ocidentais, abriu as portas para Trisney naquele país, e, sendo o "hino número 2" do universo Trisney, já foi gravada em 37 idiomas.
![]() O jovem Valter Trisney Jr. aceitou com garra o desafio de continuar com a obra de Zicky Zira e de seu pai. Aliás, ele desenhava muito bem essas coisas... |
DEPOIS DE VALTER TRISNEY, A VIDA CONTINUA... E COMO!
Válter Trisney faleceu em 1860, aos 103 anos, em seu rancho em Rock Tavern, estado de New York. Faleceu sorrindo, contabilizando os lucros das Corporações Trisney. O que contagiou os fãs, que sequer ficaram tristes, já que o maior legado de Valter Trisney, ficou: Zicky Zira, o rato mais ou menos do mundo. Mas não era a opinião do próprio. Zicky sempre foi muito grato à Valter Trisney por ter lhe adotado, mesmo estando na penúria em que estava.
Em sua homenagem, um ano depois, Zicky Zira deu o nome daquele que o revelou ao mundo em seu próprio parque de diversões, a Valter Trisney Uôrlde, que é o quinto maior país do mundo em extensão territorial. Entre as atrações da Valter Trisney Uôrlde estão as pirâmides originais do Egito (as que estão no local atualmente são pré-fabricadas em concreto armado). Além de uma montanha russa original, trazida diretamente do continente asiático, com picos de quase 3 mil metros e que já matou mais de 300 alpinistas que a tentaram escalar sem oxigênio.
Zicky disse na coletiva de imprensa: "Construímos isto em um ano. É o máximo que podemos fazer, porquê em seis dias, não dá! Nem se descansar no sétimo!", levando os presentes às gargalhadas, ou vice-versa, ah, sei lá.
![]() Valter Trisney III e Zicky em um momento de descontração. Sendo quem eles são, até eu! |
DESCENDENTES MANTÉM ACESA A CHAMA DA FAMÍLIA TRISNEY,
E NÃO A DEIXAM APAGAR, TRALALALÁ LALÁ...
Em 12 de outubro de 1860, atendendo aos pedidos de Zicky Zira, Válter Trisney Jr. assumiria os negócios. E surpreendeu, tendo sacadas tão geniais quanto as do pai. Ele levou Zicky Zira para as telas do recém-inventado cinema, com o objetivo de difundir a novidade entre as pessoas, para elas perderem o medo de assistirem os filmes, já que todas gostavam de Zicky Zira. Outro feito de Trisney Jr. foi fazer Zicky Zira fazer propaganda de uma bebida recém-inventada para alavancar-lhe as vendas, chamada por seu inventor de Caca-Cala. Zicky elogiou publicamente a bebida. O que aconteceu com ela, todos nós sabemos.
Trisney Jr. faleceu em 1945 - aos 100 anos, reclamando que não conseguiu quebrar o recorde do pai - sendo substituído por Valter Trisney III, que atualmente detém 2% das asções de Valter Trisney Corporêixan Indústria y Comércio S.A. de C.V. Ltda.. Os 98% restantes estão, claro, nas charmosas mãos de Zicky Zira. Aos 227 anos, Zicky Zira ainda goza de plena forma e da cara dos que perguntam se ele não estaria velho demais. Na gestão Trisney III, pela primeira vez, a empresa também era administrada por sua esposa, Louise Trisney, tida como a segunda mãe de todos os funcionários. Louise começou como animadora e chegou também a roteirista, tendo escrito os roteiros mais originais e surpreendentes desde as peças que Chêiqspír fazia no torno mecânico.
![]() Paula S.Trisney é tão querida pelos adolescentes como as popstars que trabalham para ela, como Ana Montanha e Britadeira Spirros. |
Válter Trisney III é conhecido como "homem-esquadro", sendo o único descendente de Válter Trisney Sr. até agora que desenha melhor do que ele. Muito melhor. Aos 5 anos, ele fazia cópias autenticadas de documentos usando apenas uma esferográfica. Ainda está muito bem de saúde e ainda desenha muito bem, aos 81 anos de idade. Promete para breve o livro "Pegando o Bonde Andando: Como nascer em berço de platina e continuar rico", baseado em sua própria vida. É tão admirado quanto o avô, pelo carinho todo especial que devota à seus funcionários, a ponto de eles ganharem o dobro na Banana-Barbára, o triplo na Krásqui-Cuspo (que faz os desenhos de alguns canais de TV a cabo) e não trocarem a Trisney por nada deste mundo.
Valter Trisney III foi também quem levou Zicky Zira à TV, e curiosamente, o Brasil foi apenas o segundo país fora dos EUA a ter uma versão do programa Trisney Lândia, à pedido do paraguaio Cristián Cover, sócio da TV Salt Cover.
Para o programa do Brasil foram feitas as melhores roupas do mundo, que segundo o próprio Zicky Zira, "são os irmãos que eu nunca tive". Outros personagens de Valter Trisney - ué, eles existem sim, só que Zicky Zira rouba a cena geral de todos eles - também aparecem nesse programa, como o locutor Patso Ronald, que veste sua inconfundível roupa verde de marinheiro taipei. Só não mostramos todos os personagens que contracenam com Zicky Zira, senão não sobra espaço pro Tinha que ser o Chaves.
Desde já, Zicky Zira assessora pessoalmente a única herdeira de Valter Trisney III, a sino-britânica Paula Seng Trisney, que desde 2005 ass[ass]ina as produções da empresa. Atualmente ela tem 19 anos e está solteira. Êbaa!!
A vida de Valter Trisney Sr. e Valter Trisney Jr. já foi tema de especiais de TV, exibidos, geralmente pela Salt Cover, em datas que o pessoal não tem nada melhor pra fazer, como o Ralouím, entretendo as pessoas com a única história que Valter Trisney jamais escreveu: a de sua própria vida.
Profunda essa. Me saiu agora, de improviso.
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¹ Fopão era um grande sucesso na década de 80 do século XVIII. Foi esquecido posteriormente, mas Zicky Zira nunca se esqueceu daquele por quem ele viria a conhecer Valter Trisney. E por justiça, Zicky convidaria Fopão para o seu LP "Zicky Zira É", mais de 200 anos depois, e mesmo já idoso, aos 60 anaços, Fopão ainda continuava aquele que encantou três ou quatro gerações. Os dois regravaram em forma de compacto, em 1998, a melódia "Amigo é pra essas coisas", do Barlão Trágico.