CHAVES POR AÍ
AÍ, ACOLÁ, EM TUDO QUANTO É LUGAR!

- É claro que esta seção teria que começar com ele: o Homem-Abelha, dos Simpsons. Este personagem já chegou até a apresentar o telejornal, no lugar de Kent Brookman! Matt Groening criou este personagem baseado no Chapolin Colorado, que em 1989, quando nasceram os Simpsons, ainda estava na ativa e tinha seus episódios reprisados nos EUA pela Univision, em espanhol, em um programa chamado Lo Mejor de Chespirito.
Não sabemos se Matt Groening e Chespirito já chegaram a se encontrar, mas dada a "enorme" distância entre os dois países, é muito provável que isso já tenha acontecido. Os Simpsons tem, por sua vez, uma carreira tão superlativa quanto a de Chespirito, sendo o único desenho animado em produção há 20 anos - a ponto de eu nem precisar ter escrito isso aqui, mas é em respeito aos nossos leitores venusianos...

- Em outubro de 2005, as séries CH invadem um reduto até então inimaginável... por conta de um dos autores do livro "Chaves: Foi sem querer querendo?", ele e os dubladores Nelson Machado, Cecília Lemes e Martha Volpiani são entrevistados no programa Pânico, da rádio Jovem Pan 2. Uma entrevista com o escracho habitual do programa, mas surpreendentemente favorável as séries CH, pelo pouco que alguns espectadores transcreveram no Fórum Único Chespirito. Alguns integrantes do programa já declararam não gostar das séries CH.

Muito embora, uma entrevista de Carlos Villagrán ao Pânico na TV, em 2008, foi responsável pela maior audiência do programa naquele ano.

- Em 2004 uma promoção do canal a cabo Warner Channel levou 6 pessoas para Nova Iorque com tudo pago, na promoção essas pessoas deveriam tirar uma foto juntas, que o canal achasse mais divertida. Os vencedores foram seis colombianos que se vestiram de personagens do Chaves.

- No final dos anos 80, no programa dos Trapalhões, o personagem Didi disse uma frase um tanto estranha para um programa da Rede Globo: "Oh, e agora, quem poderá me defender?..." E surgia em cena o Chapolão Preto, interpretado por Mussum. Quem tiver isso gravado tem uma mega-raridade nas mãos, a qual sugiro "youtubá-la" o quanto antes.

- Em 1992, no mesmo programa (e essa eu assisti), o comediante Geraldo Alves (o Bill Bebes da Escolinha do Prof. Raimundo, desgraciadamente falecido em 1993, o cara era sensacional), imitava o Chaves, em uma imitação que só tinha duas diferenças: o barril impecável e muito maior, e o fato de que o "Chaves" global rasgava as calças ao entrar no barril...

- Em 1997, a sitcom de auditório Sai de Baixo, da Rede Globo, teve uma edição transmitida ao vivo. Uma piada fez o auditório rachar o bico: foi quando Magda (Marisa Orth) dizia que podia fazer o papel de qualquer coisa em um casamento, do noivo, da noiva, e de repente ela inflava as bochechas e fazia de conta que estava "gorda". Vavá (Luiz Gustavo), em um improviso, perguntava: "Que que é isso, é o Quico, do Chaves?..." Magda respondia: "Não, é o BOLO, dâããa...". Esse trecho foi cortado em uma reprise dos melhores momentos do seriado, em 2000.

- Em 1997, a sensação do programa Domingo Legal do SBT era o "Táxi do Gugu", uma pegadinha feita a bordo de um carro feita pelo próprio apresentador. E em uma das pegadinhas, o tema foi Chaves. Gugu se disfarçou de Sr. Barriga, e vários outros atores fizeram os outros personagens, com destaque para a "Chiquinha", feita por uma atriz que imitava muito bem a Sandra Azevedo, e só o que decepcionou foi o "Chaves", com uma roupa totalmente diferente do original, que lembrava mais o Miguelito. Em 2009 Gugu foi para a Record, e o Domingo Legal passou a ser apresentado por Celso Portiolli.

- Em 2003, Zé Américo e René Vanorden, do Café com Bobagem, interpretaram Quico e Chaves, respectivamente, em A Praça é Nossa. Eles viajam um pouco em cima dos bordões do Chespirito ("Foi sem comer comendo!"), mas tudo bem.

- Por volta de 2000, um jornal noticiou que os funcionários assistiam Chaves no refeitório da Rede Globo. Outro programa de fora que chegou a ser assistido nesse lugar foi o Canal Aberto, de João Kleber, na época em que passava brincadeiras de câmera escondida.

- Falando nele, que de imitador passou a imitado, João Kleber afirmou em 2003 que estava preparando um quadro de humor, chamado Hospitalouco, para o antigo programa Canal Aberto, e disse que o quadro era melhor do que o Chaves!
Bem, o quadro teve apenas duas edições, e o que talvez detonou a inciativa foi a infra-estrutura ZERO da emissora, principalmente no áudio. Digamos que a RedeTV!, mesmo sendo digital, tinha uma qualidade comparável a do episódio "O homem da roupa velha" versão 1 - sendo que neste você entendia o que os atores falavam.
Em 2005 a RedeTV faria sua primeira produção de teledramaturgia, Vila Maluca, uma espécie de 'desconstrução' da vila do Chaves misturada com Castelo Rá-Tim-Bum, onde Marcos Martini faz praticamente o mesmo personagem que fazia nas pegadinhas, que dizia "Que o quê o quê, rapá..." e que mora numa "vila" aos moldes brasileiros, construída ao redor de uma rua com calçamento (já Chaves mora numa "vencidad", onde os apartamentos são interligados por pátios que fazem a ligação com a rua).
(João Kleber foi dispensado da RedeTV! depois que um promotor tirou seus programas do ar em outubro de 2005.)

- E a RedeTV! já exibiu, assim como a Record, a superprodução Miguelito, uma sitcom protagonizada por Eduardo Estrela, que já fez comerciais da Telefônica (até surgir o herói Super 15). Digamos que a diferença entre Miguelito e Chaves era, além do orçamento, que enquanto o mexicano brincava com bilboquê, o brasileiro brincava com um pião. Mas Miguelito não chamou a atenção. E Eduardo fez jus ao sobrenome, quando em uma entrevista disse que nunca tinha visto o programa do Chaves... Um dos coadjuvantes era o hoje cantor gospel Fernando Fantazzini.

Se você sabe de mais algum fato curioso como estes, mande pra gente.

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