| DETALHES :: 1 de 6 [1] [2] [3] [4] [5] [6] Detalhes tão pequenos de Chaves e Chapolin, são coisas muito grandes pra esquecer ... |
- Pra começar: Em entrevistas, os atores afirmam que o programa era gravado quase que "de primeira" e que eles erravam pouco. Cacetada, então quantos episódios, hein?... Na verdade, muitas vezes os atores improvisavam para tentar salvar as cenas, muitas vezes é disso que saem alguns dos tópicos desta seção.
Transições ao vivo?!
- Na maioria absoluta dos episódios de Chaves, as transições entre uma cena e outra parecem ser feitas ao vivo. Apenas em um único caso (entre os episódios exibidos pelo SBT), o episódio onde Dona Neves se finge de louca pra não pagar o aluguel, de 1979, quando o Sr. Barriga é retirado de maca, a transição parece ser uma edição mesmo, copiando uma fita em outra. Em todas as demais, os ângulos de câmera dão a entender que aquilo foi (ou perfeitamente poderia ter sido) gravado ao mesmo tempo!
- No desenho animado do Chaves, o número da casa do Seu Madruga é 10. Ao menos não é nenhum número utilizado antes...
- No episódio do Racha Cuca, Chapolin conta que deu um soco "de esquerda" no bandido, mas usa a mão direita para mostrar isso. Em vez de erro, pode ter sido apenas uma piada mesmo (assim como os gestos de Pancada invertidos quando diz "uma pessoa como você, ou como eu").
- O famoso som metálico era obtido batendo um cilindro de gás com um pau.
Um Chapolin mais colorado do que de costume
Em um episódio de 1990 exibido pelo Clube do Chaves com o nome de "A Chave do Problema", Chespirito aparenta estar com alergia à roupa de tecido sintético do Chapolin. Seu rosto parece avermelhado em alguns pontos e parece que a maquiagem (que Bolaños passou a usar desde algum ponto dos anos 80) não conseguiu disfarçar. Cadê o sindicato dos atores que não vê isso?... Preciso pesquisar melhor, mas já encontrei outro episódio (uma nova versão da história do ventríloquo) com esta mesma característica.
- Em um episódio onde Chilmontrúfia e Botijão fazem uma sessão espírita na casa de uma personagem que só aparece nesse episódio, quando todos se assustam, ao final da sessão e saem correndo, Maria Antonieta de las Nieves tira a peruca da personagem Marujita e sai correndo sem ela.
No episódio de "Clube do Chaves" (anos 80 ou 90) onde Chespirito interpreta a história de Guilherme Tell, a mesma coisa acontece: quando acontece uma confusão entre o chapéu do governador, de seu empregado e do próprio Tell (uma cena que já havia no esquete do Chapolin "O show deve continuar"), Chespirito acaba tirando a peruca usada por Rubén Aguirre no episódio.
- No episódio em que Chiquinha descreve a Chaves como é um filme de terror (1976), repare na casa da Dona Florinda, ao fundo, quando Chaves volta para o pátio com uma caixa. Dá pra ver pela janela que a casa da Dona Florinda está totalmente apagada. Parece até que não há parede atrás - mas ela existe, minutos depois, o local aparece com iluminação, quando a Bruxa do 71 olha para o pátio de dentro da casa da dona Florinda.
- O telefone público que fica no hotel onde Chompiras trabalha fica instalado em uma altura muito estranha, é alto demais até mesmo pro Sargento Refúgio! Por que será? Só se no México for assim mesmo. Enquanto isso, um dos modelos que era oferecido pela antiga Telesp à comerciantes era um telefone público que ficava em cima de qualquer mesa ou balcão como um telefone normal, totalmente ao contrário disso.
[[[[[ COLOCAR O DETALHE DO SEU MADROGA QUE FOI ENVIADO POR E-MIAL}

Seu Madroga
Lâmpadas fluorescentes em Chompiras?
- Falando em iluminação: um episódio do programa Chespirito, exibido pela CNT tem um detalhe estranho na iluminação. Em um dado momento, Spotaverderona, mãe da Chilmontrúfia (Anabel Gutierrez) entra no elevador, aonde está Chompiras. Curiosamente, Botijão (que é o ascensorista) não está em cena. Durante o diálogo, algo estranho acontece: a partir de um ponto, parece que as imagens passaram a ser gravadas sob a luz de lâmpadas fluorescentes.
Aparentemente deve ter dado algum problema no estúdio e eles gravaram as imagens com a chamada "luz de serviço" - luminárias comuns, usadas no dia-a-dia dos estúdios quando não está se gravando. Essa função é desempenhada precisamente por lâmpadas fluorescentes de 120W, as maiores que existem.
Os refletores usados nas gravações são somente usados na própria hora em que isso acontece, porquê a luz deles esquenta muito o ambiente e as lâmpadas profissionais não duram tanto quanto as que se tem em casa ou no comércio. Mais uma vez, isso só podia ter acontecido na Televisa - se fosse na Globo, parava tudo e o pessoal continuaria as gravações no dia seguinte.
Agora, em qual episódio isso acontece? Bem, isso eu vou ter que descobrir, aparentemente ele está entre os episódios da CNT que eu gravei.
A propósito, não é raro ver personagens completamente suados em cena - por exemplo: Godines, solucionando o enigma das pérolas. Talvez pensando nisso hajam tantos episódios com iluminação fraca, quase teatral - como As Pulgas Amestradas, A Fortuna de Chopin, Dr. Fausto, entre outros. Há alguns nos quais, inclusive, as câmeras parecem estar com dB ligado (ajuste de sensibilidade, nas câmeras modernas, torna a imagem granulada, nas daquela época, a imagem ficava "arrastando" no vídeo, o uso de dB é desaconselhado na maioria das vezes).
O enigma das limonadas vermelhas: um novo mexicanismo?
A dublagem não errou: Quico realmente afirma estar tomando limonada quando está tomando um líquido avermelhado (que mais parece groselha, ou até mesmo a água de jamaica, daquele episódio do Chapolin). Semelhante engano também aconteceu na novela Carrossel (1989). Afinal, porquê isso acontece?
Aparentemente devido ao fato de que no México, os sucos em geral não são feitos como no Brasil e nos EUA. As "águas frescas" na verdade seriam uma espécie de chá frio ou gelado. Entre os sabores que normalmente se fazem está o de flor de jamaica e de tamarindo.
É provável que exista alguma espécie de mistura do limão com outra coisa que também seja chamada de limonada, e eu desconfio que seja algo artificial envolvendo morango, pois já vi em um site de um buffet mexicano que eles vendiam "limonadas sabor a fresa" (com sabor de morango - e daí, de repente, saiu a idéia do suco de groselha que parece de limão mas é de tamarindo.)
E eu desconfio também que fazer suco fervendo a água antes, seja talvez devido a qualidade relativamente baixa da água oferecida pelo serviço público naquele país. No Brasil, comunidades abastecidas por açudes têm que fazer isso para conseguir tomar água, às vezes, quando ela está barrenta. A CIdade do México tem em comum com a cidade de Sâo Paulo o fato de ter surgido em um local sem água em abundância, e inclusive, turistas são advertidos a não tomar água de torneira de lá. Por outro lado, a Sabesp, empresa de água que serve a cidade de São Paulo, orgulha-se de prover uma das melhores águas de serviço público do mundo, e aqui não há aquela distinção tão grande entre água mineral e água de torneira.
- No mesmo episódio em que Seu Madruga dá aula (1975), o Prof. Girafales faz meio que uma comparação entre os 14 burros de um problema de aritmética com os seus alunos. Mas olhando atentamente para a sala de aula, nota-se que ela possui apenas 12 lugares (4 fileiras com 3 carteiras).
- No episódio onde através das fotos em um álbum, os personagens relembram fatos do passado, há duas fotos no mínimo improváveis: A em que Seu Madruga aparece sob a capa da máquina fotográfica e a de Dona Florinda triste, logo após a partida do Almirante Frederico - ela está sozinha com Quico, ainda com meses de idade, no berço. Raciocine um pouco: quem poderia ter tirado essas fotos, hein?...
- No episódio em que Chaves vai ao parque de diversões (primeira parte, inédita no Brasil), Chaves está rodando, agachado e de costas, no carrossel, e acaba batendo em um figurante.
- No episódio onde Chaves pretende plantar carambolas (1977), Chiquinha não está com um dos dentes pintados de preto. A propósito, quando isso ocorre, o dente nem sempre é o mesmo.
- No episódio em que a Chiquinha está com catapora (1975), Chaves cai da janela do quarto da Chiquinha, mas na cena seguinte aparece lá dentro de novo, após ter aparecido no pátio. Aparentemente o original é assim mesmo.
- Quando Chiquinha chama Seu Barriga de "Barrica de paletó", apenas Sandra Marah ri, não Maria Antonieta de las Nieves...
- No episódio de Chapolin da Festa a Fantasia, logo após o final do quadro do Gordo e o Magro, o coelho (Horácio Bolaños) leva uma tortada na cara, quando está no cenário com o símbolo da Metro-Goldwyn-Mayer. Pode se notar a mão de outra pessoa, alguém da produção, jogando a torta.
- No episódio em que Chapolin usa sua buzina paralisadora em uma barbearia, de 1978, parece que a maior vítima da buzina é o relógio da parede, que durante todo o episódio marca 9 horas e 50 minutos... Apesar disso, a produção caprichou nesse detalhe, já que no começo do episódio, Ramón Valdez diz exatamente esse horário para Florinda.
|
Episódio em que Chaves luta boxe é mais recente, mas nem por isso deixa de ter detalhes curiosos
- No episódio do boxe (1978), após ter levado mais um soco do Chaves, Seu Madruga, até então com seu chapéu, começa a imaginar o garoto lutando contra um oponente bem maior que ele. No devaneio de Seu Madruga, Chaves vence a luta. Nesta pequena seqüência, Madruga aparece sem chapéu. Quando se volta para falar novamente com o menino, o chapéu reaparece na cabeça do Seu Madruga! E, mais incrível: na mesa do Seu Madruga, aparece um álbum de fotografias, ao invés de um circuito eletrônico cheio de válvulas que ele estava consertando minutos antes!
Neste mesmo episódio, Quico entra na casa do Seu Madruga com um pirulito na mão, e sai minutos depois, após apanhar do Chaves. Ao fechar a porta pelo lado de fora, o doce não está mais na mão do Quico.
Crocodilos comem RATOS?! Não entendi!
- No episódio do "Livro de animais", Chiquiha diz a Chaves que os crocodilos comem ratos [ratones] e depois descansam. O que acontece é que não traduziram corretamente a expressão original, que no caso seria que os crocodilos comem rápido [rato] e depois descansam - e em espanhol, o adjetivo fica no plural, daí o ratos.
A propósito, Chiquinha diz nesse episódio: "Olha, eu tenho um livro de anima-IS, com fotos de anima-IS." Essa ênfase soa um tanto estranha, mas é para cobrir a sílaba "LES" da palavra animales, é um macete para a dublagem sobre idioma espanhol. Quem assiste novelas mexicanas pode reparar, quando os personagens dizem palavras como "naturais" (naturales), "artificiais" (artificiales), etc.
Talvez só um gênero de programa apresente tantas curiosidades quanto estas: as séries live action japonesas - que tem um agravante. eram gravadas em película, um material que não pode ser regravado, como o videotape.
| agradecimentos Luiz Felipe da Costa Lima - Luiz "El Chavo" |
Pablo
Igo Castro |
Para ir as próximas páginas, clique nos links abaixo. Algumas palavras estão traduzidas em espanhol para tentar aumentar a popularidade deste site fora do Brasil, contamos com a compreensão dos intenautas. |